Moro condena ação do Exército no Rio que matou músico
Moro critica ação de militares no Rio de Janeiro

Moro condena ação do Exército no Rio de Janeiro: ‘lamentável’

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, condenou a ação do Exército no Rio de Janeiro, durante entrevista ao programa Brasil Urgente, do apresentador José Luiz Datena, nesta terça-feira (09). Os militares acabaram disparando 80 vezes contra um carro de uma família que estava indo a um chá de bebê. O músico Evaldo dos Santos Rosa foi atingido e acabou não resistindo aos ferimentos. O caso aconteceu no domingo (07), na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Moro afirmou que a situação é “lamentável”. De acordo com ele, colocar as Forças Armadas para suprir a falta de policiais é um problema sério, pois “o foco deles é outro”, disse o ex-magistrado.

O ministro de Jair Bolsonaro criticou governos anteriores pela má-gestão, levando a necessidade de ter que se usar as Forças Armadas. Sérgio Moro disse que algumas coisas boas nos governos anteriores foram feitas, entretanto, não se pode apenas existir a visão de que o crime é um problema social. Não é suficiente apenas políticas sociais, precisa de algo mais, afirmou o ministro.

Criminoso violento

De acordo com Moro, muitas pessoas sentem dó dos criminosos por eles não terem tido oportunidades na vida. No entanto, o ex-magistrado pondera que existem criminosos violentos e corruptos que devastam os cofres públicos. “Precisa ser tirado das ruas”, diz o ex-juiz federal.

O ministro também ressaltou que não é bom quando existem troca de tiros entre policiais e bandidos. Há grande risco de atingir inocentes e até mesmo o policial perder a vida. Por essa razão, Sérgio Moro defende prisões desses delinquentes. Contudo, o ministro reiterou que infelizmente conflitos sempre vão ter.

Projeto anticrime

O ministro defendeu o projeto anticrime como mais um passo na luta contra a corrupção, crimes violentos e organizações criminosas. Moro está frequentemente em contato com os parlamentares para que seu projeto possa ser aprovado. Conforme declarações do ex-magistrado, esse projeto é um anseio da sociedade que não aguenta mais viver em situações de perigo.

Um dos pontos importantes na proposta defendida por ele, são os casos de corrupção tratados pelos tribunais superiores. Moro tem receio de que uma alteração no Congresso possa causar retrocesso no combate aos crimes do colarinho branco. No entanto, os esforços estão sendo feitos para que tudo seja aprovado dentro dos critérios proposto pelo governo.

Uma das críticas de Moro é ao Supremo Tribunal Federal (STF), que enviou para a Justiça Eleitoral casos de caixa 2. Segundo o ministro, esses casos são complexos e envolvem atos irregulares de grande porte. A Justiça Eleitoral não estaria preparada para isso.

Editor e redator do Brasil no Ato

Nasceu em 06 de julho de 1980.

Graduado em Administração de Empresas pela FSA (Fundação Santo André-SP).

Juliano é colaborador do site Blasting News e Blasting Pop e formado em SEO pelo Senac.

 

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