O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, possui cartas na manga para conduzir seus trabalhos na Justiça
Sérgio Moro possui cartas na manga para conduzir seus trabalhos

Em meio a derrotas, Moro afirma ter ‘cartas na manga’ para avançar com trabalho

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, conheceu melhor como é o mundo político, onde interesses, as vezes, falam mais alto do que os próprios desejos que o povo brasileiro almeja. Diante disso, trabalhos do ex-magistrado da Operação Lava Jato foram boicotados por parlamentares que estão ou já se sentiram ameaçados nas investigações conduzidas pelo ministro. O ex-juiz chegou a ir por diversas vezes ao Congresso explicar a necessidade de se manter o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no Ministério da Justiça. No entanto, caciques da política conseguiram tirar esse órgão de sua chefia e encaminharam de volta à pasta da Economia. Foi uma derrota para Moro. Agora, o ministro tenta de todas as maneiras aprovar o seu pacote anticrime. Entretanto, não está sendo fácil. Moro é bombardeado por todos os lados sendo alvo de parlamentares desinteressados por seus trabalhos na Justiça.

Na quarta-feira (15), em uma entrevista à GloboNews, Sérgio Moro disse que se o seu pacote anticrime não for aprovado, ele ainda possui “cartas na manga” para continuar o seu trabalho.

De acordo com o ex-magistrado, o desenvolvimento do seus trabalhos não dependem apenas do pacote Anticrime. “Eu consigo fazer a minha agenda independentemente dele”, disse o ministro. Porém, ele ressaltou que a aprovação do pacote ajudaria muito no combate à corrupção e outros crimes. Seria uma forma de fortalecer a Polícia e órgãos de investigação.

Sobre o Coaf, Moro disse que na Justiça o órgão seria melhor trabalhado. Em suma, o Ministério da Economia possui outras preocupações. Contudo, ele respeita a decisão dos parlamentares. Moro acredita que não conseguiu ter sucesso ao convencer os políticos sobre isso.

Manifestações

Em relação às manifestações feitas contra cortes do governo na Educação, Moro disse que houve um tipo de “manipulação político-partidária”. Ele criticou manifestantes que levaram para as ruas faixas de “Lula Livre”. Isso descaracterizou os protestos.

Questionado sobre a declaração de Bolsonaro que chamou os protestantes de “idiotas inúteis”, Moro disse que não cuida de casos específicos. Ele reiterou que não cabe a ele responder perguntas desse tipo.

Os atritos entre governo, mídia e Congresso ainda têm muito chão pela frente. Em síntese, resta aguardar o próximo capítulo da política brasileira.

 

Editor e redator do Brasil no Ato

Nasceu em 06 de julho de 1980.

Graduado em Administração de Empresas pela FSA (Fundação Santo André-SP).

Juliano é colaborador do site Blasting News e Blasting Pop e formado em SEO pelo Senac.

 

e-mail: julianocari@hotmail.com

Telefone: (11) 9 7506 4202

Comentários: 0

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *