No meio do caminho da PF estava a liminar de Dias Toffoli
Ministro do Supremo, Dias Toffoli

Ex-procurador diz estar preocupado e declara que decisão de Toffoli e Moraes é ‘lamentável’

O ex-procurador da República, Cláudio Fonteles, declarou em entrevista para “O Globo” que vê preocupação com recentes decisões do Supremo Tribunal Federal. Fonteles criticou atitude de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes em relação a inquérito aberto sobre fake news e censura contra imprensa. Contudo, declarou que nenhuma pessoa da sociedade está impune a investigações. No entanto, disse que apenas o Ministério Público é capaz de iniciar inquérito. Fonteles foi o primeiro procurador da República a ser nomeado através da lista tríplice. Consequentemente as nomeações seguintes seguiram a tradição.

Cláudio Fonteles, hoje aposentado, disse que vê estado de alerta com o inquérito aberto pela Corte para investigar ataques contra ministros. Em entrevista, o ex-procurador disse que é lamentável o posicionamento de magistrados e que o Supremo “não investiga nada”. Então, ressalta que as investigações devem ser remetidas a Procuradoria Geral da República, no comando de Raquel Dodge.

O ex-procurador evidencia que se Dias Toffoli se sentiu ameaçado, o primeiro passo é buscar ajuda na Procuradoria. Desta forma, declara que este caminho seria o constitucional. Além de citar Toffoli, Fonteles também falou ser lamentável a decisão do ministro Alexandre de Moraes em censurar publicações de revistas. Recentemente, a revista “Crusoé”, que faz parte do grupo “O Antagonista”, foi censurada por evidenciar um relato de Marcelo Odebrecht que citou o ministro do Supremo, Dias Toffoli. O artigo tinha como título “O amigo do amigo do meu pai”.

‘Moraes deveria tranquilizar a população brasileira encerrando inquérito’

Fonteles disse que o inquérito deveria ser encerrado definitivamente, ainda mais depois de pedido da Procuradoria. Então, avaliou que Moraes foi infeliz em sua decisão e que deveria trazer de volta a tranquilidade da sociedade. Contudo, cita que houve ameaça a liberdade de expressão da imprensa e que, caso Toffoli se sentiu injustiçado com a reportagem, outros caminhos deveria ser percorridos. Entre eles, Fonteles ressalta medidas cabíveis como um processo criminal ou, até mesmo, o pedido de resposta a reportagem.

O ex-procurador deixou claro que a Justiça não deixa ninguém impune à investigações, independente do cargo que exerça na sociedade.

 

 

 

Redatora do Brasil no Ato

Nasceu em 03 de agosto de 1993.

Formada em Gestão Financeira pela Umesp (Universidade Metodista de São Paulo-SP).

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