Pouco antes de sair, Dodge cria cargo em comum acordo com Toffoli
Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge

Dodge enfrenta o Supremo e declara ter arquivado inquérito aberto por Toffoli

Nesta terça-feira, 16 de abril, a procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, enviou ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, declarando que arquivou inquérito que investiga “fake news”. As investigações buscavam averiguar ameaças e ofensas contra ministros da Suprema Corte. Contudo, em justificativa, disse que a Procuradoria entende que ao se intitular de ação penal, o Ministério Público é o único órgão responsável de levar adiante uma acusação. Então, caberia a Dodge decidir sobre o arquivamento ou então a continuidade das investigações.

O inquérito sobre ameaças e ofensas contra ministros foi aberto em decisão do presidente do Supremo, Dias Toffoli. A decisão do ministro ocorreu logo após turbulências entre procuradores da Lava Jato e magistrados. Dessa forma, o ministro Alexandre de Moraes foi escolhido para assumir as investigações.

Dodge deixou claro no ofício a função do Ministério Público e do Judiciário segundo a Constituição, então declarou: “O sistema penal acusatório estabelece a intransponível separação de funções na persecução criminal: um órgão acusa, outro defende e outro julga. Não admite que o órgão que julgue seja o mesmo que investigue e acuse”.

Censura de revista causou críticas ao Supremo

Recentemente a Revista Crusoé, que faz parte do grupo O Antagonista, foi censurada por Toffoli. Através de reportagem, jornalistas apontaram a menção do presidente da Corte em um e-mail do delator da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

A reportagem evidenciou uma mensagem de Odebrecht a dois executivos da empreiteira, que dizia: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo de meu pai?”. Posteriormente a Polícia Federal questionou Odebrecht sobre quem seria a pessoa mencionada por ele. Marcelo Odebrecht disse que era Dias Toffoli. Contudo, não há nenhuma citação sobre pagamentos.

Rapidamente, o presidente do Supremo censurou a revista e causou discussão no meio jornalístico sobre a liberdade de imprensa. Alexandre de Moraes acusou a revista de dizer mentiras. No entanto, o diretor de Redação da Crusoé, Rodrigo Rangel, disse que a informação é verídica e consta dos autos da operação Lava Jato.

 

 

 

 

 

Redatora do Brasil no Ato

Nasceu em 03 de agosto de 1993.

Formada em Gestão Financeira pela Umesp (Universidade Metodista de São Paulo-SP).

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Fonte:Folha
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