O silêncio de Moro vira estratégia perfeita contra Gilmar Mendes
O silêncio de Moro vira estratégia perfeita contra Gilmar Mendes

O Silêncio de Moro ‘derruba’ Gilmar Mendes

Muitas pessoas estão vendo os ataques que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tem feito contra o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Contudo, o jornalista Reinaldo Polito, do portal UOL, aponta que Moro tem sido estratégico e consciente de que o silêncio dele pode ser mais forte ao invés de revidar as provocações e agressões do magistrado da Corte.

Mendes sempre se mostrou contrário às atitudes de Moro quando o ministro de Bolsonaro era responsável pela força-tarefa da Operação Lava Jato. As prisões temporárias decretadas pelo ex-juiz federal eram criticadas diversas vezes por Mendes. No entanto, Moro mostrava uma paciência incrível, digna de quem está ciente de tudo o que fez, sem temer qualquer ação equivocada.

Em 2017, conforme disse Polito, ocorreram críticas sérias de Mendes contra Moro em respeito das prisões. O então magistrado da Lava Jato argumentou dizendo que apenas 10 investigados continuavam presos, ou seja, não havia nada de alarmante nisso.

O silêncio de Moro

O silêncio de Moro deixou Gilmar Mendes aparentemente mais irritado. Recentemente, ele voltou a atacar o ministro de Bolsonaro ao fazer um pronunciamento na Corte. Segundo Mendes, as mensagens vazadas por hackers que envolvem conversas de procuradores da Lava Jato, inclusive com Moro, mostram que as prisões temporárias eram verdadeiras torturas. Diante disso, o ministro do STF cutucou Moro e disse, em uma indireta, que quem defende tortura não merece uma cadeira no Supremo.

Gilmar Mendes também disse que a Lava Jato desrespeitava os processos penais, perseguia ministros do Supremo e tinha, por trás de tudo isso, um projeto político infiltrado.

Reação de Moro

Moro reagiu de uma forma inesperada. Demonstrou estar tranquilo e respeitou as grosserias do ministro da Corte sem se rebelar. O jornalista Reinaldo Polito acredita que o ex-magistrado utilizou a técnica defendida por Emílio Mira Y López na obra “Quatro Gigantes da Alma”. López, um renomado psicólogo e professor de psiquiatria disse que o medo e a ira, o amor e o dever, caminham ora de forma antagônica, ora parceiros para regular as emoções humanas.

Polito deixou algumas perguntas no ar. Por exemplo: Moro não deveria reagir para mostrar que as acusações do ministro da Corte eram infundadas? Não seria importante apresentar dados para se defender dos ataques?

Entretanto, o ministro da Justiça mostrou que a estratégia correta é o silêncio.  Ele não quer entrar em jogo de palavras de agressão com Mendes. Se alguém reage diante dos insultos, a tendência é que comece a agredir também. Porém, ao ficar em silêncio, ele ganha mais apoio das pessoas, que se sentem solidarizadas com ele.

Uma coisa Moro deve ter total consciência. Quanto mais serenos e equilibrados formos, mais serão as chance de sermos vitoriosos.

Moro tem uma popularidade incrível no país. Já Gilmar Mendes é detestado por muitos. Poucos conseguem vivenciar os ataques com a serenidade conduzida pelo ex-magistrado da Lava Jato. Moro tem conseguido dar um passo adiante mediante os ataques vindos do STF.

Editor e redator do Brasil no Ato

Nasceu em 06 de julho de 1980.

Graduado em Administração de Empresas pela FSA (Fundação Santo André-SP).

Juliano é colaborador do site Blasting News e Blasting Pop e formado em SEO pelo Senac.

 

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