Se você tem acompanhado as discussões mais quentes sobre animação ultimamente, é quase certo que já esbarrou no nome Dragon Raja. Conhecida também como Long Zu, essa série chinesa é a prova viva de que os estúdios de fora do Japão estão entregando produções de altíssimo nível. A obra é uma adaptação da novel criada por Jiang Nan, capitaneada pela gigante Tencent e animada pelo estúdio Garden. A premissa soa familiar para quem curte o gênero escolar, mas dá uma guinada interessante: acompanhamos Lu Mingfei, um adolescente comum no fim do ensino médio que, do nada, recebe uma carta de aprovação para a Universidade Cassel — um lugar para o qual ele nem sequer prestou vestibular. O choque de realidade vem logo depois de ele pisar no campus, quando Lu descobre que a verdadeira missão da instituição é treinar seus alunos para proteger a humanidade contra dragões.
A série se encaixa na categoria dos donghuas, o termo usado para classificar animações feitas na China, que frequentemente adaptam manhuas (os quadrinhos locais) e carregam uma estética muito própria. O projeto exigiu uma boa dose de paciência dos fãs para sair do papel. As primeiras artes deram as caras lá em agosto de 2020 e, ao longo de 2021, a comunidade foi alimentada com previews a conta-gotas até a estreia oficial no dia 19 de agosto de 2022. O lançamento rolou com exclusividade no streaming chinês QQ VIP e, logo depois, a temporada completa foi distribuída na Bilibili, Tencent Video e WeTV, plataformas com foco no mercado asiático. Para a nossa sorte aqui no Brasil, o acesso oficial está garantido pela Crunchyroll, que disponibilizou todos os episódios sob o título Dragon Raja – The Blazing Dawn, com legendas perfeitamente localizadas em português brasileiro.
O que realmente faz a série segurar o espectador é a construção do elenco e o cuidado narrativo. Lu Mingfei divide a tela com figuras complexas e cheias de nuances, como Chu Zihang, Lu Mingze, Chen Motong, Caesar Gattuso e Finger Von Frings. A profundidade da trama não passou batida pelo público global, e o hype reflete direto nas avaliações. No My Anime List, que compila notas da comunidade, a série ostenta um respeitável 7,14, baseado na opinião de quase 3.500 usuários, enquanto no IMDb a nota bate lá no alto com um 8,2. Para quem gosta de explorar outras mídias, vale o aviso de que o universo de Dragon Raja também bebe muito da fonte de um badalado jogo mobile homônimo, desenvolvido pela Zulong Entertainment. Com o sucesso da primeira parte, a Tencent correu para anunciar uma segunda temporada. Chegou a rolar uma especulação forte de que os novos episódios estreariam em 2024, mas a produtora nos deixou num certo limbo de informações, sem uma data cravada ou previsão concreta para o retorno.
Enquanto o lado chinês da indústria nos deixa no aguardo, a Netflix resolveu chutar a porta agora em meados de 2026. O ano já estava sendo absurdo para os assinantes da plataforma, misturando licenciamentos de peso com originais semanais que dominaram as redes, e o mês de junho chega para elevar o sarrafo. O catálogo vai engordar com continuações de peso e novas apostas, garantindo que ninguém cancele a assinatura tão cedo.
Logo no dia primeiro de junho de 2026, a segunda temporada de Assassination Classroom aterrissa no serviço com 25 episódios. A dinâmica fica bem mais tensa dessa vez. A Classe 3-E volta das férias de verão com a mesma missão indigesta de assassinar o Koro-sensei antes da formatura. O grande obstáculo agora é o diretor da escola, Gakuhou Asano, que decide jogar sujo para sabotar os alunos. Como se a pressão externa não fosse suficiente, o clima pesa internamente. Nagisa Shiota acaba no epicentro de uma treta com os colegas de classe, que estão cada vez mais sedentos e divididos sobre quem vai embolsar a gigantesca recompensa pela cabeça do professor.
Nessa mesma data, os fãs de fantasia e MMORPGs vão poder maratonar a segunda temporada de Shangri-La Frontier. Ao longo de 25 episódios inéditos, Rakurou “Sunraku” Hizutome continua quebrando o jogo de realidade virtual com seu estilo caótico que virou febre no universo da série. Depois de obliterar dois dos sete monstros considerados invencíveis, ele e sua guia leporídea Emul partem atrás de uma oficina ancestral para colocar as mãos em uma unidade de operação mágica. A dupla ganha o reforço de Towa “Arthur Pencilgon” Amane e Kei “OiKatzo” Uomi, embora esteja bem claro que esses dois têm suas próprias segundas intenções ocultas nessa aliança.
Ainda na frente das estreias semanais, a plataforma recebe o drama Akane-Banashi. A adaptação conta com 24 episódios totais, que foram divididos em duas levas. A primeira parte começou sua exibição em meados de maio e vai se estender até o dia 2 de agosto de 2026. Com a história ganhando tração, a expectativa é que logo saiam novidades sobre o cronograma da segunda parte.
Para fechar a conta do mês, é impossível não falar do leviatã da Shonen Jump: One Piece. A Netflix continua sua saga de encher o catálogo com os arcos clássicos do anime. O dia 1º de junho marca a chegada da 33ª temporada à plataforma, entregando mais 12 episódios que cobrem a Parte 6 do arco Whole Cake Island. A torcida agora é para que as partes 7 e 8 não demorem a aparecer, finalizando o arco e abrindo caminho definitivo para a entrada em Wano.
Porém, a verdadeira revolução para a franquia de Eiichiro Oda no streaming atende pelo nome de arco de Elbaf. Pela primeira vez em quase três décadas de história, o anime de One Piece adotou um formato sazonal, limitando-se a lançar cerca de 26 episódios por ano divididos em cours. O lançamento dos 13 primeiros episódios de Elbaf já está a todo vapor, com a finale dessa primeira leva marcada para 4 de julho de 2026. Depois de sobreviverem por um triz ao cerco esmagador da Marinha e dos Gorosei na Ilha de Egghead, os Chapéus de Palha foram resgatados pelos lendários Piratas Gigantes. O bando agora ruma para Elbaf, a terra dos gigantes, onde novas alianças cimentam a narrativa e ameaças inéditas aguardam enquanto Luffy segue sua rota inabalável em direção ao One Piece